Atualização

Episodio 15 - Começando a parecer sério

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Codinome Folk - episódio 3

No outro dia, resolveu ir ao laboratório novamente, pegar alguns animais para servirem de cobaia. Pela manhã, de preferência antes do primeiro horário de aula, iria ao laboratório, com a chave que o professor o emprestara no dia anterior. Assim se alguém desse pela falta dos animais, levaria a culpa a turma da primeira aula.

Assim ele fez. Pegou uns sapos, uns ratos de laboratório, algumas seringas descartáveis e um pouco dos elementos que precisaria para fazer mais do tal líquido e escondeu num lugarzinho perto do banheiro da escola. No fim da aula pegou o material e levou para casa.

Colocou tudo na bancada de estudos, inclusive os bicos de bunsen que o professor disponibilizou para seus experimentos do trabalho. Esquentando o líquido e injetando direto nos animais, percebeu que todos acordaram, porém, uns antes ou depois dos outros. Começou a anotar os horários em que injetava em cada animal, e a temperatura do líquido, e descobriu algo interessante:

A 25°, o efeito do líquido dura 1 hora. A cada 10° abaixo de 25, o efeito perde 30 minutos de duração. Ou seja, aos 5º o líquido não obtém nenhum efeito. Já a cada 5graus acima de 25º, eram acrescidos 60 minutos ao efeito. Dependendo do tamanho do animal, o líquido demorava mais para fazer o efeito, o que necessitava doses diferentes para cada corpo.

Emocionado e orgulhoso pela sua própria descoberta, pensava como poderia usar aquele líquido. Não podia apresentar aquela fórmula no trabalho de química... e se o professor roubasse sua descoberta? Não mesmo, aquilo seria segredo seu. Seu e de Shadow.

Com o tempo foi desenvolvendo suas idéias, tentando projetar uma arma que lançasse algo com o tal líquido. Era tão empolgante saber que ele, Denis, conseguiu fazer uma daquelas coisas de filmes!

Sobre o trabalho de química, acabou tendo que apresentar as tais experiências bobas que encontrara na internet. Não se importou... prova maior de sua inteligência ele tinha ali, nas próprias mãos!

Com o tempo e algum material conseguido na oficina com seu pai, mecânico, conseguiu construir a tal arma que lançava dardos capazes de deixar animais em estado de coma provisório. Dentro de algumas semanas, conseguiu também embutir na própria arma um dispositivo que regula a temperatura do líquido à sua maneira, conseguindo obter o tempo que quisesse.

Quanto mais experimentos fazia, mais se fascinava com as idéias mirabolantes de como usar a arma. Batizou o líquido de Den-5, os cinco elementos usados na fórmula. Mas nunca a havia testado num ser humano. Com o tempo, deixou a arma e o tal líquido de lado, já que não havia encontrado algo realmente útil e seguro para fazer com ela. O pacto de 'segredo' com o cão ainda estava de pé. Ninguém além deles poderia saber.

Roteiro por Guilherme Carvalho
Redação por Yaruka

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Codinome Folk - episódio 2

Chegou em casa, já foi pesquisando, procurando, tentando... Todas aquelas experiências que ele encontrou na internet eram inúteis. Daquelas feitas em aulas de laboratório de 6ª série. Ele precisava de algo maior, algo que provasse para todos que ele era vagabundo, mas não burro.

Nada do que ele pesquisava parecia bom o bastante, então resolveu ficar as tardes no colégio para fazer experimentos no laboratório de química. Hidróxido de sódio,soda cáustica, álcool etílico, água destilada... não, nada... outra tentativa... nao, também não... ele pegou elementos de toda cor e qualidade e misturou, esquentou, mal sabia o que fazia. Mesmo os elementos 'proibidos', os colocados num armarinho lá em cima, ele usou. O professor das aulas de laboratório o proibiu de mexer com tais materiais, mas Denis pegou as chaves na gaveta da bancada dele e abriu o armário.

Por mais que misturasse tais elementos, não parecia obter nenhuma explosão(como ele via nos filmes), nada de inesperado, empolgante ou mesmo interessante. Nesse dia Denis se arrependeu de nunca ter se interessado pela química. Guardou os resultados em tubos, enfiou-os na mochila e foi para casa.

Já em casa, antes de dormir, perguntava-se como ia sair bem desse trabalho. Podia pagar um nerd... não, ainda queria provar que não era burro. Precisava pensar em algo... só tinha mais alguns dias, e nenhuma idéia. Pensando no pouco de química que ele já aprendeu na vida, pegou no sono, e acordou no outro dia de manhã com o som do despertador.
_Pára, porcaria! - deu um tapa no celular, que rolou no chão.

Quando se levantou e tirou a blusa para trocar de roupa, se depara com seu cachorro estatelado no chão. E não parecia estar dormindo.
_Shadow? - se abaixou e virou o bicho de frente. - Shadow! Shadow!

Sacudiu o cachorro, e nada. Do lado do animal estavam cacos de vidro e o algum líquido das suas experiências.
_Ai meu Deus... Por que eu fui deixar isso aqui? Cellie me mata se vir uma coisa dessas!

Então ele se arrumou, pegou a mochila, enrolou o cachorro num lençol e saiu escondido, sem nem tomar o café. Levou o cachorro numa clínica veterinária e ficou de voltar lá no invervalo de aula do colégio. Voltou, e ficou pasmo quando soube que o cachorro quando chegou na clínica estava em um estado de 'coma'. Que curiosamente passou depois de algumas horas.

Dennis agradeceu pelo cachorro estar bem e o levou de volta para casa. Imaginando se foi sua fórmula que causara aquilo. Chegou em casa pensando se testava o tal experimento nele novamente. Resolveu não arriscar mais o coitado do Shadow.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Codinome Folk - episódio 1

Era uma segunda-feira em uma escola pública da pequena cidade de Rio Claro. Primeiro dia de aula pós-recesso. Na sala 13A do primeiro ano do ensino médio, os alunos chegavam sonolentos para a primeira aula, que seria de química.

O novo professor entrou em sala já expondo a matéria da primeira aula. Após fazer os rabiscos no quadro, o professor vê que há dois alunos atrasados na porta da sala. Não os deixa entrar.
_Diz, Carlão! Eu cheguei atrasado porque...
_Não me venha com desculpas, Senhor Denis. Já para a coordenação.

Denis nunca foi um bom aluno. Foi expulso do antigo colégio por destruir o banheiro feminino, e já era marcado por praticamente todos os professores da nova escola. Sabe-se lá o que aconteceria com ele se fosse expulso daquela também, já que só haviam duas escolas com ensino médio naquela cidade. Talvez seus pais o mandassem àquele fim de mundo onde moravam seus tios. Aquela cidade que fazia divisa com o inferno...
_Denis?
_Ahn?

Passara tanto tempo pensando no seu futuro, possivelmente horrendo, que nem notou que já havia chegado a coordenação.

_Denis Schwaben.. por que será que não é novidade lhe ver por aqui?
_Nós já viramos parceiros...
_E pensar que eu já aprendi como se pronuncia esse nome estranho... Deixando nossas desavenças de lado... Sabe que está na corda bamba, nao é? Suas notas caem cada vez mais, e seu comportamento é digno de um meliante. Nem no primeiro dia você consegue fazer as coisas direito! Você sempre diz que tenta mudar, mas comete sempre os mesmos erros.
_Eu não tenho culpa se esses professores têm marcação em mim.
_Você é que tem marcação com eles. Aliás, com todos nós. Todos já fomos vítimas de uma de suas brincadeiras de mal gosto. Não tenho mais como lhe sustentar nessa escola.
_Tá falando em expulsão? Não faça isso comigo! Já fui expulso da outra escola, e se for morar com os meus tios, eu me mato! Juro que me mato!
_Não faça drama, Denis.
_Eu me mato, está ouvindo?? ME MATO! - iniciou uma crise de choro, seu rosto ficou vermelho e descabelou-se totalmente.

A coordenadora o mandou parar, disse que o daria uma última chance.
_Escute aqui. Essa será sua última chance de fazer algo certo. Vou conversar com o professor de química, e se ele lhe der uma chance, Denis, trate de não pisar na bola. Um passo em falso seu, eu estarei preparada pra lhe colocar pra correr desta escola!
_Sim senhora! - brincou ele, prestando continência.
_Arrgh!

Foi passado a Dênis um trabalho de química, que consistia numa pesquisa acompanhada de um experimento, que deveria ser apresentado dali a uma semana. Naquela semana, o garoto não fazia nada senão aquele trabalho. Era experiência isso, apresentação aquilo, não falava em outra coisa. Queria fazer o melhor trabalho possível, deixar de queixo caído aquele velho barrigudo que não o deixava dormir nas aulas de química!