Atualização

Episodio 15 - Começando a parecer sério

domingo, 15 de março de 2009

Codinome Folk - episódio 5

Den olhou para os lados, certificando-se que não haveria nenhuma testemunha e, sem exitar, ele ajustou a arma para 10 horas e disparou um tiro contra seu vizinho. O tiro surpreendentemente atingiu o pescoço do homem(ele nunca havia atirado nada além de pedra de estilingue). Ele arrascou o senhor até um beco perto de casa, e o cobriu com uns sacos pretos encontrados no local. A partir daí ele teria 10 horas para voltar com o carro, colocar seu vizinho de volta e fazer parecer como se nada tivesse acontecido.

Como Den já havia pego o carro de seu pai algumas vezes(e apanhou muito por isso, por sinal), ele já sabia dirigir. Ele acelerava, ouvindo o ruído do motor, fantasiando o que aconteceria quando chegasse a seu destino...

Tentava ao máximo 'parecer' mais velho do que de fato era: não queria ser barrado por nenhum guarda e estragar a missão! Missão? mas onde estava com a cabeça... o que o fizera deixar o conforto do seu lar, atirar em seu vizinho e roubar um carro só pra seguir ordens de alguem que nem mesmo se identifica? Fazia-se perguntas enquanto dirigia cauteloso... se batesse o carro, definitivamente estaria de castigo pelo resto de sua vida e as próximas trinta e sete encarnações.

Depois de uma hora de viagem, que a cada segundo o deixava mais empolgado com aquelas cenas de filme de ação, seguindo o mapa que o havia sido entregue com a carta, encontrou um barzinho no meio da estrada.

Desceu do carro com uma mochila nas costas, travou a porta e colocou o capuz do casaco. Leu a faixa: "Night Street Bar". Entrou, de cabeça baixa. Via somente alguns homens, caminhoneiros, ou pelo menos era o que pareciam. Sem saber o que fazer nem pra onde ir, Den puxou um banco no balcão e sentou-se, quando um homem com chapéu de cowboy, que aparentava ser o dono daquele empreendimento(pra não dizer joça), perguntou-o:
_ E aí, garoto? O que vai querer?

Den exitou. Temeu que aquele fosse o mandante. Ao mesmo tempo imaginou que tudo fosse uma brincadeira... de qualquer forma, teria que levar adiante.
_ E então, o que vai querer?
_ Telefone. Posso usar o telefone?
O homem apontou o telefone com a cabeça e um ruído: 'rum'.

Den tirou o telefone do gancho, discou qualquer número e finjiu usar o telefone, enquanto observava o bar.
_ Antônio? Antônio? Então, como eu disse, preciso dessa mercadoria para amanhã... - o velho do balcão ouvia à conversa, intrigado.
"Mas que merda eu estou falando? Isso é papo de traficante...", pensou Denis.

Por um momento pensou em ligar para casa. Olhou para o telefone, o telefone "olhou para ele"... pensou mesmo em ligar para casa e dizer: "Mãe, deram uma paulada no nosso vizinho, me enfiaram dentro do carro e me deixaram em um bar no meio da estrada...". Mas que diabos estava pensando? Antes voltasse a simular o papo de traficante do que pensar numa coisa dessas! Se metera ali porque quis, não foi? Pois que fosse até o fim!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Codinome Folk, episódio 4.

Depois de algumas semanas, quando Cynthia, mãe de Denis, resolveu dar "um limpa" no quarto e o mandou jogar papéis velhos no lixo, o menino se lembrou de guardar os papéis com dados sobre as experiências e resultados a cerca do líquido descoberto. Foi então que encontrou um papel de carta preto e lacrado, escrito. "A 'DenFive', em mãos, neste domingo". Curioso é que era realmente domingo, e Den se perguntava como o tal envelope havia chegado ali, e logo no dia em que seria encontrado. Separou os papéis velhos e inúteis num saco, guardou a carta no bolso e deixou o quarto para a mãe. Abriu o envelope e leu a carta:

"Esteja na praça do centro, amanhã ao meio-dia. Se você almeja a verdade, não se atrase. Tenho certeza que lhe interessa." Dennis olhou rapidamente no relógio, que marcava 8 horas e 20 minutos da manhã. E Denis pensou "eu seria louco se acatasse à essas instruções. Mães costumam alertar os filhos a não falar com estranhos nem marcar encontros com amigos da internet, mas isso já é demais! Como ele colocou essa carta aqui e no dia de hoje?". As dúvidas surgiam na sua cabeça, enquanto crescia cada vez mais a vontade de desvendá-las. Resolveu que iria ao local marcado. Seria uma praça, certo? Que mal o poderiam fazer numa praça pública?

Após o almoço, ao invés dos livros, Denis colocou uma muda de roupas na bolsa e saiu "para o colégio". Entrou numa Lanchonete, onde trocou de roupa e tomou um milkshake. Tinha de esperar até as 12 horas... Cada segundo com o canudinho na boca aumentava sua curiosidade... sua vontade de saber o que aconteceria dali a alguns minutos. Poderia muito bem ser brincadeira de alguém, mas... era elaborado demais para ser. De qualquer forma, pagaria para ver.

O relógio de pulso marcava 11:30, era hora de ir ao encontro. Saiu andando, tentando se manter calmo. Concentrado demais em seus pensamentos, por pouco não foi atropelado. Quando chegou à praça estava ofegante, teve que correr um pouco para não chegar atrasado. 11:58... Olhava para o relógio constantemente. Quando o relógio marcou meio-dia, Denis nem notou no homem que passou de bicicleta e lhe jogou um envelope nas pernas. Den abriu o envelope, de onde caiu uma foto, um mapa e um bilhete, que dizia:

"Vá ate um bar chamado Nigth Street, que situa-se numa estrada estadual, um pouco distante da cidade, onde está marcado no mapa. Pegue um carro e chegue lá o mais rapido o possível. Ao chegar lá você deve se dirigir ao porão, sem que ninguem o veja, mas as 18:45 essa pessoa que está presa no porão será levada para outro local, não permita que isso aconteça! Volte para praça com o resgatado as 20:00 Ass.: Sr. Folk".

Den se levantou sem tirar os olhos do tal bilhete. O coração dele batia mais rápido cada vez que relia o papel para ter certeza do que estava escrito. Enfiou o papel no bolso e correu de volta para casa, queria pegar a arma disparadora do Den-5. Por sorte a irmã já havia saído para a escola e os pais para seus respectivos trabalhos, o que facilitou tudo. Com a arma devidamente carregada e regulada(coisa que só ele mesmo poderia saber), saiu à rua, dando de cara com seu vizinho saindo da garagem no seu carro importado...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Codinome Folk - episódio 3

No outro dia, resolveu ir ao laboratório novamente, pegar alguns animais para servirem de cobaia. Pela manhã, de preferência antes do primeiro horário de aula, iria ao laboratório, com a chave que o professor o emprestara no dia anterior. Assim se alguém desse pela falta dos animais, levaria a culpa a turma da primeira aula.

Assim ele fez. Pegou uns sapos, uns ratos de laboratório, algumas seringas descartáveis e um pouco dos elementos que precisaria para fazer mais do tal líquido e escondeu num lugarzinho perto do banheiro da escola. No fim da aula pegou o material e levou para casa.

Colocou tudo na bancada de estudos, inclusive os bicos de bunsen que o professor disponibilizou para seus experimentos do trabalho. Esquentando o líquido e injetando direto nos animais, percebeu que todos acordaram, porém, uns antes ou depois dos outros. Começou a anotar os horários em que injetava em cada animal, e a temperatura do líquido, e descobriu algo interessante:

A 25°, o efeito do líquido dura 1 hora. A cada 10° abaixo de 25, o efeito perde 30 minutos de duração. Ou seja, aos 5º o líquido não obtém nenhum efeito. Já a cada 5graus acima de 25º, eram acrescidos 60 minutos ao efeito. Dependendo do tamanho do animal, o líquido demorava mais para fazer o efeito, o que necessitava doses diferentes para cada corpo.

Emocionado e orgulhoso pela sua própria descoberta, pensava como poderia usar aquele líquido. Não podia apresentar aquela fórmula no trabalho de química... e se o professor roubasse sua descoberta? Não mesmo, aquilo seria segredo seu. Seu e de Shadow.

Com o tempo foi desenvolvendo suas idéias, tentando projetar uma arma que lançasse algo com o tal líquido. Era tão empolgante saber que ele, Denis, conseguiu fazer uma daquelas coisas de filmes!

Sobre o trabalho de química, acabou tendo que apresentar as tais experiências bobas que encontrara na internet. Não se importou... prova maior de sua inteligência ele tinha ali, nas próprias mãos!

Com o tempo e algum material conseguido na oficina com seu pai, mecânico, conseguiu construir a tal arma que lançava dardos capazes de deixar animais em estado de coma provisório. Dentro de algumas semanas, conseguiu também embutir na própria arma um dispositivo que regula a temperatura do líquido à sua maneira, conseguindo obter o tempo que quisesse.

Quanto mais experimentos fazia, mais se fascinava com as idéias mirabolantes de como usar a arma. Batizou o líquido de Den-5, os cinco elementos usados na fórmula. Mas nunca a havia testado num ser humano. Com o tempo, deixou a arma e o tal líquido de lado, já que não havia encontrado algo realmente útil e seguro para fazer com ela. O pacto de 'segredo' com o cão ainda estava de pé. Ninguém além deles poderia saber.

Roteiro por Guilherme Carvalho
Redação por Yaruka

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Codinome Folk - episódio 2

Chegou em casa, já foi pesquisando, procurando, tentando... Todas aquelas experiências que ele encontrou na internet eram inúteis. Daquelas feitas em aulas de laboratório de 6ª série. Ele precisava de algo maior, algo que provasse para todos que ele era vagabundo, mas não burro.

Nada do que ele pesquisava parecia bom o bastante, então resolveu ficar as tardes no colégio para fazer experimentos no laboratório de química. Hidróxido de sódio,soda cáustica, álcool etílico, água destilada... não, nada... outra tentativa... nao, também não... ele pegou elementos de toda cor e qualidade e misturou, esquentou, mal sabia o que fazia. Mesmo os elementos 'proibidos', os colocados num armarinho lá em cima, ele usou. O professor das aulas de laboratório o proibiu de mexer com tais materiais, mas Denis pegou as chaves na gaveta da bancada dele e abriu o armário.

Por mais que misturasse tais elementos, não parecia obter nenhuma explosão(como ele via nos filmes), nada de inesperado, empolgante ou mesmo interessante. Nesse dia Denis se arrependeu de nunca ter se interessado pela química. Guardou os resultados em tubos, enfiou-os na mochila e foi para casa.

Já em casa, antes de dormir, perguntava-se como ia sair bem desse trabalho. Podia pagar um nerd... não, ainda queria provar que não era burro. Precisava pensar em algo... só tinha mais alguns dias, e nenhuma idéia. Pensando no pouco de química que ele já aprendeu na vida, pegou no sono, e acordou no outro dia de manhã com o som do despertador.
_Pára, porcaria! - deu um tapa no celular, que rolou no chão.

Quando se levantou e tirou a blusa para trocar de roupa, se depara com seu cachorro estatelado no chão. E não parecia estar dormindo.
_Shadow? - se abaixou e virou o bicho de frente. - Shadow! Shadow!

Sacudiu o cachorro, e nada. Do lado do animal estavam cacos de vidro e o algum líquido das suas experiências.
_Ai meu Deus... Por que eu fui deixar isso aqui? Cellie me mata se vir uma coisa dessas!

Então ele se arrumou, pegou a mochila, enrolou o cachorro num lençol e saiu escondido, sem nem tomar o café. Levou o cachorro numa clínica veterinária e ficou de voltar lá no invervalo de aula do colégio. Voltou, e ficou pasmo quando soube que o cachorro quando chegou na clínica estava em um estado de 'coma'. Que curiosamente passou depois de algumas horas.

Dennis agradeceu pelo cachorro estar bem e o levou de volta para casa. Imaginando se foi sua fórmula que causara aquilo. Chegou em casa pensando se testava o tal experimento nele novamente. Resolveu não arriscar mais o coitado do Shadow.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Codinome Folk - episódio 1

Era uma segunda-feira em uma escola pública da pequena cidade de Rio Claro. Primeiro dia de aula pós-recesso. Na sala 13A do primeiro ano do ensino médio, os alunos chegavam sonolentos para a primeira aula, que seria de química.

O novo professor entrou em sala já expondo a matéria da primeira aula. Após fazer os rabiscos no quadro, o professor vê que há dois alunos atrasados na porta da sala. Não os deixa entrar.
_Diz, Carlão! Eu cheguei atrasado porque...
_Não me venha com desculpas, Senhor Denis. Já para a coordenação.

Denis nunca foi um bom aluno. Foi expulso do antigo colégio por destruir o banheiro feminino, e já era marcado por praticamente todos os professores da nova escola. Sabe-se lá o que aconteceria com ele se fosse expulso daquela também, já que só haviam duas escolas com ensino médio naquela cidade. Talvez seus pais o mandassem àquele fim de mundo onde moravam seus tios. Aquela cidade que fazia divisa com o inferno...
_Denis?
_Ahn?

Passara tanto tempo pensando no seu futuro, possivelmente horrendo, que nem notou que já havia chegado a coordenação.

_Denis Schwaben.. por que será que não é novidade lhe ver por aqui?
_Nós já viramos parceiros...
_E pensar que eu já aprendi como se pronuncia esse nome estranho... Deixando nossas desavenças de lado... Sabe que está na corda bamba, nao é? Suas notas caem cada vez mais, e seu comportamento é digno de um meliante. Nem no primeiro dia você consegue fazer as coisas direito! Você sempre diz que tenta mudar, mas comete sempre os mesmos erros.
_Eu não tenho culpa se esses professores têm marcação em mim.
_Você é que tem marcação com eles. Aliás, com todos nós. Todos já fomos vítimas de uma de suas brincadeiras de mal gosto. Não tenho mais como lhe sustentar nessa escola.
_Tá falando em expulsão? Não faça isso comigo! Já fui expulso da outra escola, e se for morar com os meus tios, eu me mato! Juro que me mato!
_Não faça drama, Denis.
_Eu me mato, está ouvindo?? ME MATO! - iniciou uma crise de choro, seu rosto ficou vermelho e descabelou-se totalmente.

A coordenadora o mandou parar, disse que o daria uma última chance.
_Escute aqui. Essa será sua última chance de fazer algo certo. Vou conversar com o professor de química, e se ele lhe der uma chance, Denis, trate de não pisar na bola. Um passo em falso seu, eu estarei preparada pra lhe colocar pra correr desta escola!
_Sim senhora! - brincou ele, prestando continência.
_Arrgh!

Foi passado a Dênis um trabalho de química, que consistia numa pesquisa acompanhada de um experimento, que deveria ser apresentado dali a uma semana. Naquela semana, o garoto não fazia nada senão aquele trabalho. Era experiência isso, apresentação aquilo, não falava em outra coisa. Queria fazer o melhor trabalho possível, deixar de queixo caído aquele velho barrigudo que não o deixava dormir nas aulas de química!